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Camadas

Quem quer ver os Óscares?

11.02.20, Francisco Chaveiro Reis

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Se em Portugal, a audiência subiu quase 40%, nos EUA, os Óscares bateram no fundo. Menos de 24 milhões de pessoas viram a cerimónia. Porquê?

Duração – Os públicos já não passam mais de três horas seguidas a ver um programa e a televisão em direto foi substituída por gravações e streming. Tudo por ser visto mais tarde, passando para a frente os segmentos de menor interesse. Os eventos desportivos são as grandes exceções;

Ausência – Pelo segundo ano consecutivo, não houve um host. Os prémios foram sendo apresentados por duplas de superestrelas, mas faltou quem marcasse o ritmo e fizesse uma boa abertura. Evitam-se polémicas, mas diminui-se o interesse;

Surpresa – A Academia tinha uma surpresa guardada, com a vitória absoluta de Parasitas, mas o habitual é que não existam grandes surpresas que os filmes já multipremiados chegam coroados nos Óscares;

Redes – Como em N assuntos, as redes sociais explicam muita coisa. Há alguns anos, a cerimónia servia para ver um pouco mais dos nossos heróis do entretenimento. Hoje, basta segui-los nas redes sociais. Em paralelo, basta estar atento ao Twitter, para saber tudo, sem ligar a televisão;

Relevância – Um terço dos prémios, nunca interessou ao grande público. É bom que todos os profissionais sejam distinguidos, mas o grande público só se interessa por meia dúzia de categorias.