Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Camadas

Os Millennials estão a matar as latas de atum?

28.09.19, Francisco Chaveiro Reis

geracao-y.jpg

Os Millennials ou Geração Y, são vistos muitas vezes como mimados (tiveram acesso a mais tecnologia e bens de consumo do que qualquer outra geração) ou imaturos. Mas, chegados à idade adulta e enquanto consumidores com voz ativa, as marcas não têm outra alternativa que não os estudas. Foi o que fez a A CBINsights. A primeira conclusão é que os Millennials têm uma queda para o assassinato e deixaram pelo caminho produtos ou setores como cereais, grandes armazéns, bens de luxo, ginásios, motociclos, cerveja ou…atum em lata. Mas essa é uma visão superficial. Olhando mais de perto, percebe-se que os Millennials são apenas diferentes e algumas marcas ou setores continuam iguais. Vamos a exemplos. A venda dos cereais de pequeno-almoço tem vindo a cair e de facto, os Millennials compram-nos em menor quantidade. Mas a explicação é simples. Têm uma preocupação com o consumo de açúcar que é relativamente nova e que faz com que não comam cereais todos os dias ao pequeno almoço. Também o consumo de cerveja caiu, mas o gosto por bebe-la, nem por isso. Os Millennials gostam de se sentir únicos e preferem edições limitadas ou cervejas artesanais, deixando para trás o consumo das grandes marcas. Ou seja, a bola está do lado dos diferentes setores cujos resultados de vendas baixaram. O conhecimento profundo do consumidor e uma resposta rápida das marcas, podem evitar que os Millennials cometam homicídios, ainda que involuntários.  

A Mattel não faz género

27.09.19, Francisco Chaveiro Reis

11111.jpeg

A Mattel, uma das maiores empresas de brinquedos do mundo, acaba de lançar uma edição de bonecas sem género. "Brinquedos são uma reflexão da cultura, e conforme o mundo continua a celebrar o impacto positivo da inclusão, sentimos que estava na hora de criar uma linha de bonecas livre de rótulos", explicou Kim Culmone, vice-presidente da Mattel Fashion Doll Design, em nota. Neil Patricik Harris, é um dos endorsers do projeto.

Do nada, se faz muito

19.09.19, Francisco Chaveiro Reis

106-1067013_miakhalifa-mia-khalifa-miakhalifa-mia-

Conhecida por estrelar filmes para adultos, Mia Khalifa, norte-americana de origem libanesa, é fã confessa dos londrinos do West Ham e, portanto, “odeia” o Arsenal e deu conta desse seu sentimento, via Twitter, há poucos dias.  Jogando em breve contra os arsenalistas, o Vitória de Guimarães aproveitou o momento, colocou-se em contacto com Mia e esta deu troco. Nas vésperas do jogo, Mia já tem camisola personalizada e lugar reservado. Se vem ou não a Portugal nem é o principal. O que conta é que o Vitória Sport Clube, do nada, fez barulho, ganhando notoriedade e mais uma fã.

Meo Sudoeste foi o campeão dos festivais

18.09.19, Francisco Chaveiro Reis

nos-alive-2019.png

Em 2019, mais do que o número de bilhetes vendidos, o indicador do sucesso de um evento, no caso, um festival de música, é a notoriedade nas redes sociais. E, segundo estudo agora divulgado pela Media Monitor, 16% das menções encontradas no Facebook, Twitter, Instagram, blogs e fóruns foram ao Meo Sudoeste. Nos Alive (13,4%), Super Bock Super Rock (9,9%), Vodafone Paredes de Coura (9,7%) e Nos Primavera Sound (7,1%) são os eventos que se seguem. O Twitter, por vezes ainda visto como secundário em Portugal, foi utilizado por quase metade dos utilizadores de redes sociais que fizeram menções aos festivais de verão, num sinal interessante que deve ser acompanhado pelas marcas e agências que lhes prestam consultadoria. No que toca a notícias “tradicionais” (mesmo que mais de 60% seja em meios online, mais facilmente partilháveis), a vitória coube ao Nos Alive, com quase 20% das notícias publicadas ou emitidas sobre festivais no verão de 2019. Interessante seria, ainda, saber quantas pessoas foram impactadas pelos nomes e mensagens dos festivais mesmo não tendo ido a nenhum.

Logos sem nome

03.09.19, Francisco Chaveiro Reis

tenis-nike-air-max-ltd-3-masculino-img.jpg

Para além de comunicador, sou amante de futebol e colecionador de camisolas de jogo. Fui vendo como o logotipo da Nike foi evoluindo até ao ponto da palavra Nike desaparecer e se manter apenas o swoosh (sim, o logo da Nike tem nome). O símbolo da Nike é conhecido por todo o mundo e a partir dos anos 90, as letras deixaram de ser necessárias. Curiosamente, este ano, os terceiros equipamentos de equipas vestidas pela Nike, passaram a ter o logotipo antigo, tal como alguns equipamentos de treino e de saída. Essa será apenas uma opção vintage, de uma marca que, segura de si, aprendeu a ir brincando com o seu logo, lançando algumas peças com a palavra Nike, riscada. Voltando ao futebol, algumas das camisolas Nike para o PSG nem têm swoosh mas sim o logo Air Jordan. Este é o ponto ótimo do reconhecimento de uma marca. Até o logotipo de uma submarca é facilmente reconhecido. Vem isto a propósito desta peça da Marketeer, “Marcas estão a tirar o nome dos logos. Sabe porquê?”. Sabe?

Como podem as empresas portuguesas ser Customer Centric?

02.09.19, Francisco Chaveiro Reis